Governo pode anunciar nova versão do Desenrola para renegociar dívidas de quem ainda não está inadimplente

Governo pode anunciar nova versão do Desenrola para renegociar dívidas de quem ainda não está inadimplente

16 de junho de 2026
Contábeis

O governo federal deve anunciar, até a próxima semana, uma nova etapa do programa Desenrola, voltada para pessoas que possuem dívidas de alto custo, mas continuam pagando suas contas em dia. A iniciativa deve ter como foco principal trabalhadores informais, público que costuma enfrentar mais dificuldade para acessar linhas de crédito com juros menores.

A nova fase poderá ser chamada de Desenrola Adimplentes e permitirá que consumidores que ainda estão honrando seus compromissos financeiros consigam trocar dívidas caras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, por opções com juros mais baixos.

Para viabilizar a medida, o governo estuda utilizar recursos remanescentes do Fundo Garantidor de Operações (FGO), já empregado em etapas anteriores do Desenrola. Com a garantia do fundo, os bancos poderiam oferecer condições mais favoráveis aos consumidores, incluindo taxas reduzidas e um limite máximo de juros a ser definido pelas instituições financeiras dentro das regras do programa.

A intenção é aliviar o orçamento de pessoas que estão endividadas, mas ainda não se tornaram inadimplentes. O governo avalia que muitos consumidores contrataram crédito em condições desfavoráveis, com juros elevados, e seguem pagando as parcelas com dificuldade. A nova etapa buscaria evitar que essas pessoas deixem de cumprir seus compromissos e acabem negativadas.

Assim como ocorre nas fases já existentes do Desenrola, a renegociação deverá ser feita diretamente com os bancos, por meio dos canais oficiais das instituições financeiras. O governo pretende acompanhar a execução do programa e realizar aportes conforme a necessidade, buscando reduzir o custo da operação.

 

Trabalhadores informais devem ser prioridade

O público informal será uma das prioridades da nova fase. Esse grupo inclui pessoas que exercem atividade econômica e possuem renda, mas não têm vínculo formal de trabalho. Por isso, muitas vezes ficam fora de modalidades de crédito mais baratas, como o consignado, disponível para aposentados, servidores públicos e trabalhadores com carteira assinada.

Com o apoio do fundo garantidor, a expectativa é que esses trabalhadores tenham melhores condições de acesso ao sistema bancário e possam construir um histórico financeiro mais sólido. A Fazenda também avalia a criação de uma linha de crédito específica para esse público.

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